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Miga, viajei: Israel - parte 2

  • Jul 30, 2017
  • 12 min read

Olá, queridas(os) leitoras(es), conforme prometido na semana passada, hoje é o dia de contar como foi a minha experiência em Israel e se preparem para muito detalhe porque eu sou o tipo de pessoa que adoooora falar. Puxa um banquinho e vem para prosa!

Indo para Israel

O ponto de encontro do meu grupo seria em SP, ou seja, eu precisei comprar uma passagem Rio/SP. Nosso voo para a Turquia era as 4h da manhã e o pedido da equipe do Taglit era que chegássemos ao aeroporto com 5 horas de antecedência (23h do dia anterior). Meu voo estava marcado para as 22:15h saindo do RJ, ou seja, eu precisava contar MUITO com a sorte para chegar 23h e pouquinho em SP e ainda ter que pegar mala, mudar de plataforma etc etc.. já ia começar sendo uma bela de uma missão.


Cheguei beeeeem cedo no aeroporto do RJ (Galeão) e consegui fazer o web-check-in e antecipar meu voo sem custo algum com a ajuda de um atendente da LATAM.


Sei que ninguém perguntou minha opinião, mas se quando é para se falar mal a gente fala, também faço questão de falar bem. Já tinha voado o trecho Rio-SP diversas vezes pela Tam e, sinceramente, odiava o serviço, sempre que podia escolhia qualquer outra cia...

Acontece que hoje voei pela nova Tam (Latam) e fui surpreendida positivamente.

Gente! Vamos lá, começando pelo atendimento ainda no aeroporto. Precisei adiantar meu voo e consegui resolver tudo em segundos com a ajuda da maquininha e de um rapaz super atencioso, depois a fila para despachar a mala ainda foi rapidinha (mesmo com essa confusão que está nos aeroportos).

Ok. Entrei no avião. Tudo novo, poltronas confortáveis, travesseiros, fones de ouvido, espaço para as pernas, revistinha para ler e lanchinho. Tudo isso num voo de 45 minutos!

Comissários de bordo extremamente simpáticos e atenciosos! Passaram todas as informações do voo em português, inglês, espanhol e francês (e juro que não foi naquele embromation tradicional)

Para fechar com chave de ouro, do meu lado veio uma senhora de bengala, o comissario se aproximou dela em determinado momento do voo para perguntar se, caso o embarque fosse de escada, ela conseguiria descer ao que ela respondeu que sim, mas teria dificuldade. Ele então diz que irá avisar no aeroporto para mandarem um elevador para maior comodidade dela.

Sério! Isso é que é melhora de uma cia.. to MT chocada e feliz com a mudança. #MigaViajaSim #Latam @latam

Essa a postagem que fiz no facebook assim que cheguei em SP, achei melhor deixar aqui com a “emoção do momento” do que reescrever agora. Na minha viagem mais recente para Pernambuco (também vai ter post) fui novamente de LATAM e o atendimento foi novamente maravilhoso. Então fica aqui a dica de uma boa opção de cia aérea pelo preço e pelo atendimento. Parabéns mesmo pela melhora LATAM.


Cheguei em SP as 19h e já tínhamos alguns apressadinhos do grupo por lá (brincadeira, era a galera que morava mais longe e não tinha conseguido voos mais próximos). Então ali já rolou nossa primeira interação e a primeira divisão também (metade do povo foi lanchar no McDonalds e a outra metade no Pizza Hut). #teamPizzza


Pontualmente no horário, encontramos nossas “guias”, que nesse programa são chamadas de “madrichas” (pronuncia-se madrirrá) e recebemos as primeiras orientações sobre nossa viagem.




O voo de SP a Istambul (nossa conexão) durou 12 horas, ou seja, tempo suficiente para dormir, ver filme, conversar e interagir muuuuuuito. Já éramos melhores amigos de infância ao desembarcar. Lá chegando, estávamos todos loucos para dar uma passeada no free shop, mas, tinha havido um atentado terrorista na Turquia na semana anterior e achamos melhor não arriscar, ficamos todos juntinhos até a hora do nosso voo de Israel. O voo Istambul/Israel durou 2 horinhas.

FINALMENTE ESTÁVAMOS NO NOSSO DESTINO.



Gente, o que é o aeroporto de Tel Aviv? Parece um mundo! O “free shop” não é um só, mas vários, é praticamente um shopping, tem museu e tem praça de alimentação, mesmo cansadíssimos do voo, a gente só queria passear.. hahaha

Como o nosso voo tinha atrasado, acabamos ficando num hotel para passar a noite. E nosso roteiro inicial já alterado no primeiro dia. Seria mesmo uma viagem cheia de surpresas.


Dia 1: Norte de Israel/ Rafting no Rio Jordão/ Chegada no Kibutz Manara

No primeiro dia, acordamos bem cedo e subimos o país de ônibus para começar nossa jornada que seria de “descida” até retornarmos a Tel Aviv no ultimo dia. Fomos ao ponto mais ao Norte de Israel de onde é possível observar as divisas entre Israel, Síria e Líbano. Neste local, nossa guia nos contou um pouco sobre as constantes guerras entre esses países e a formação do estado de Israel.


#miganãoviaja: não vale a pena subir tudo a pé. Faz bastante calor em Israel e o local não tem sombra e tampouco bebedouro, se for fazer essa viagem sozinha(o), apesar de ser um ponto de observação bem bonito, não vale a pena!


#migaviajasim: Almoçamos em um shopping minúsculo próximo a região do Rio Jordão em uma lanchonetezinha que anunciava apenas pizza em seu letreiro, mas foi lá que comi simplesmente o melhor falafel da viagem inteira, desculpem deixar vocês com água na boca e não indicar o local direitinho, gente, mas ainda era primeiro dia e nem sabia se conseguiria escrever isso tudo ou não, então não prestei atenção no nome do shopping e, obviamente, ninguém lembra para me ajudar com essa bodega.


Fomos então ao famosíssimo Rio Jordão, local onde pessoas do mundo inteiro vão, seja por motivações religiosas, seja por diversão. A bíblia cristã diz que foi nesse rio que Jesus foi batizado, razão pela qual é um local sagrado para os cristãos. Além disso, o Rio Jordão tem grande valor econômico, sendo a principal fonte de água que abastece o País.


Existe lá um parque (Ha-Yarden) e é possível fazer rafting e passeios de caiaques pelo rio. Nosso grupo de 42 se dividiu em subgrupos de 6 pessoas e lá fomos nós nos botes. Para quem nunca fez rafting, aconselho ir num bote com um amiguinho que saiba remar ou vai ser difícil desencalhar dos cantos do rio (obrigada meninos!), de resto, não tem mistério: a vista é sensacional, diversão garantida e um ótimo meio de interação entre grupos, já que cada vez que um bote passa pelo outro rola aquela famosa brincadeira de molhar o amiguinho #maturidade




#migaviajasim Caso você esteja indo sozinha(o), ainda assim vale a pena fazer esse passeio. Existem os caiaques menores para 1 ou 2 pessoas e, caso você realmente não se sinta segura(o) remando, os guias do parque podem ir com você!


Para encerrar nosso primeiro dia, fomos nos acomodar no Kibutz. Os Kibbutzim são mundialmente conhecidos por seu modo de vida inspirado nos ideais socialistas e por terem sido os núcleos pioneiros na consolidação da recolonização judaica da antiga Palestina. Um kibutz é uma comunidade judaica, como se fosse uma espécie de “condomínio privado” com a diferença que todos os moradores contribuem de igual maneira e recebem a mesma quantia pelo seu trabalho para a comunidade. Atualmente, poucos kibutzim ainda vivem dessa forma “socialista”, a maioria se tornou atualmente apenas condomínios familiares em que as casas são locadas a estudantes e viajantes por preços melhores que de um hotel.


#migaviajasim Vale a pena se hospedar num kibutz? Depende do seu estilo de viagem. Se você só curte hotel 5 estrelas, provavelmente não estará satisfeito nesse tipo de acomodação, mas caso fique satisfeito também com pousadas e hotéis menores, um kibutz é o local ideal de acomodação. Não perde nada em conforto para esses tipos de hospedagem, já que tem banheiro privativo e ar condicionado. Ah! Ainda tem wifi nas áreas públicas (tipo no meio da rua deitada no chão para fazer isso pegar) mas melhor não contar muito com ele. Para a gente que gosta de viajar sozinha, tem uma segurança a mais no fato de ser um ambiente ainda familiar.


Esse primeiro kibutz que ficamos é em Manara, pode acessar clicando aqui: Nosso primeiro kibutz. Ele é ótimo e foi minha segunda acomodação preferida em Israel (perdendo apenas para o hotel 5 estrelas, então dá para ver que tem seu valor).

o grupo todo em um dos quartos do kibutz

DIA 2: Tzfat / Parque Nacional Tel Dan/ Festa no Kibutz


De manhã cedo, tomamos café da manhã (em Israel se come diversos tipos de salada no café da manhã, coisa que de início estranhei um pouco) e fomos visitar a cidade de Tzfat.


Tzfat ou Safed ou Sfat é uma das quatro cidades mais importantes para o judaísmo, pois é lá que se encontram os preceitos da kabalah. Os místicos cabalistas viveram aqui, estudaram, ensinaram e escreveram na cidade, e muitas das sepulturas são objetos de veneração.


É aqui também que, segundo tanto a Torah quanto a Bíblia, Rute converteu-se ao judaísmo. A narrativa mostra como Rute se tornou uma ancestral de Davi por meio do casamento de cunhado com Boaz, em favor de sua sogra, Noemi. O apreço, a lealdade e a confiança em YHVH que Boaz, Naomi e Rute demonstraram permeiam o relato. Rute é, portanto, a primeira judia convertida conhecida da história, o que, para aqueles que se convertem a religião um ponto simbólico muito importante.


A cidade em si é extremamente bonita, pois, além das construções antigas e arquitetura diferenciada, fica em um ponto ainda bastante alto do país, o que garante uma vista maravilhosa das regiões verdes logo abaixo. No entanto, decididamente o que garantiu a Tzfat um lugarzinho no meu coração foi toda a riqueza de sua história e religiosidade. É muito bonito entrar nas sinagogas de lá e ver a fé das pessoas, dá para ver no brilho dos olhos de cada um a conexão com os próprios laços religiosos (sejam eles judeus ou cristãos, pois a cidade é ponto de coabitação).




#migaviajasim Pelas ruaszinhas de Tzfat existem muitas lanchonetes, e, como meu grupo era bem grande (42 pessoas), nos dividimos em pequenos grupos para conseguir ser atendidos rápido já que tínhamos hora para ir para o próximo destino. Só digo uma coisa: absolutamente ninguém saiu reclamando, ou seja, invistam nas lanchonetes das ladeiras! Nada de restaurantes caros! Lanchonetes das ladeiras, sem nome mesmo, é o que há. Eu e mais duas amigas dividimos uma shawarma que é um prato típico de Israel feito de carne de cordeiro. Veio MUITA coisa, comemos as 3 (tá. OK. A gente come pouco, admito, mas o prato serve 2 pessoas DE BOA) e ainda sobrou um pouquinho, então, invistam nesses “podrões”, comam bem e ainda salvem uma boa graninha. Valor da shawarma: 20s.


Saindo de Tzfat, nos dirigimos ao Parque Nacional de Tel Dan. É SÉRIO, Israel tem muito orgulho de existir e de ser Israel, da sua história e das suas lutas, por isso vocês vão ver MUITOS parques nacionais e muitos mirantes. O país inteiro é absolutamente lindo e sabe disso, portanto, eles investem nisso. Melhor parte: a maioria tem entrada gratuita!


No parque de Tel Dan, vimos ruínas de onde o rei da tribo de Dan e seus sábios sentavam, o local onde faziam sacrifícios e alguns bunkers construídos na época da guerra com o Líbano, do mirante de Tel Dan dá para ter a visão perfeita do país vizinho e de dentro do bunker dá para imaginar o sofrimento dos soldados perfeitamente (o lugar é totalmente quente, apertado e tem uma energia bem pesada).


No fim do passeio, há uma espécie de piscina natural formada por um riacho que percorre aquele espaço de deserto, é muito lindo e vale muito a pena molhar pelo menos os pés ali para sentir a natureza.


Os pés


Voltamos ao Kibutz e descobrimos que tinha chegado um grupo do Taglit da Itália para nos fazer companhia, não apenas isso, mas nosso kibutz tinha uma espécie de boate e ia rolar noitada.


Todos devidamente banhados, arrumados e cheirosos, nos dirigimos a tal da “boate”. GENTE! Não é que a noitada foi muito legal? A boate tinha duas áreas, uma mais clara, onde a galera ficou jogando sinuca e uma mais escura onde estavam o dj e o povo que queria rebolar o bumbum.


O dj super antenado, tocando várias músicas dançantes (WORK WORK WORK WORK) e, inclusive, quando soube que éramos brasileiros até arranhou um português (ai se eu te pego), dose de tequila a 9 shekel e garrafa de vodka Finlandia a 30 shekels. Garanto que valeu o investimento.


#miganãoviaja Com toda a empolgação da noite, meu celular se perdeu. Não recomendo a ninguém estar em outro país e ficar sem meio de comunicação algum com sua família (fora as fotos que se perderam: A verdadeira tragédia). Houve choro, houve drama, mas meu celular resolveu mesmo seguir seu próprio caminho sem mim. Adeus, velho amigo.


#migaviajasim ESTEJAM ACORDADOS AS 6h DA MANHÃ. O nascer do sol de Manara é um dos mais lindos que já vi na vida. As montanhas da fronteira com o Líbano dão um toque todo especial às cores do céu.




DIA 3: SHABAT


Como já mencionei, o Taglit é um programa judeu e, como todo bom programa judeu, tínhamos que respeitar o “cronograma religioso”, o que significa que sábado teríamos shabat. Por isso não teremos grandes relatos desse dia que foi muito mais tranquilo. Para quem não sabe, Shabat, também grafado como sabá ou sabat, é o nome dado ao dia de descanso semanal no judaísmo, simbolizando o sétimo dia em Gênesis, após os seis dias de Criação. Ou seja, nesse dia nada de atividades, nada de sair de carros, ônibus, nada de trabalho e, para algumas pessoas, nada nem mesmo de energia elétrica.


#migaviajasim Caso você esteja visitando Israel sozinha(o) e não seja judia(eu), dê preferência a ir aos bairros cristãos e/ou muçulmanos, pois nos locais tipicamente judeus, a maior parte dos comércios/atividades estarão fechados.


O fato de estarmos em grupo nesse dia foi sensacional, pois fizemos várias brincadeiras ao longo do dia e fomos nos conhecendo ainda melhor. Esse kibutz que estávamos era realmente muito bom (super aconselho a hospedagem lá) e eles tem uma espécie de parque de diversões funcionando, onde, obviamente fomos.


A “montanha russa” de lá é, na verdade, um carrinho para duas pessoas e a pessoa da frente tem o controle de uma alavanca (para frente: acelera, para trás: freia. Soltando: o carrinho para) e algumas viradas bem radicais. Vale muito a pena!




Essa montanha russa foi uma bela forma de despedida do kibutz, já que começaríamos a “descer” o país e nos hospedar em diversos hotéis.


DIA 4: Visita a Jirs az-Zarqa/ Cesareia/ Night out Tel Aviv/ Q Hotel Netanya


Esse dia foi um dos meus preferidos, pois englobou três atividades completamente distintas e que mexeram comigo cada uma a seu modo.


Pela manhã, fomos a uma cidade chamada Jirs az-Zarqa que é uma cidade muçulmana, porém com o diferencial de aceitar a existência do estado de Israel.




Para você minha(eu) amiga(o) que não tá muito ligada(o) em política internacional, vou tentar explicar muito brevemente o conflito principal que rola por lá (pelo amor de Deus, existem milhares de análises e estudos feitos sobre o tema por séculos e pessoas muito mais bem qualificadas que eu para falar sobre o assunto, não esperem que um resumo de um parágrafo vá elucidar todas as questões existentes, hein!) para que você entenda esse diferencial: antes da criação do estado de Israel, existia por aquelas bandas (não exatamente o mesmo território, mas quase) o estado árabe da Palestina. Após a segunda guerra mundial, como forma de pagar a dívida da humanidade com os judeus pelo que a Alemanha nazista os causou, foi criado o estado de Israel, relegando a Palestina a um território muito pequeno. Os árabes que lá viviam não gostaram de perder seus territórios e declararam (alguns até hoje) que não aceitariam a existência desse país, continuando a se declarar palestinos, o que ocasionou diversas guerras. A solução que se encontrou foi justamente a separação de algumas cidades, por isso, ao longo do post eu disse tanto em “território judeu”, “território muçulmano” e território cristão, uma vez que é perigoso ultrapassar certos limites (perigoso para eles, ok? Nós turistas somos mais que benvindos).


Jirs az Zarqa é uma cidade diferente, pois é uma cidade de convivência pacífica entre os povos mesmo tendo maioria árabe e por esse motivo é uma cidade tão especial. Existe um projeto de educação através do turismo no qual as crianças interagem conosco, tiram dúvidas sobre as diferenças culturais, e explicam a história do lugar conforme o desenrolar da visitação. Há também um programa internacional de voluntariado para lá: LINK


Meu grupo foi guiado por uma menina de 15 anos e essa experiência acrescentou muito ao meu feminismo e a forma como enxergo nossas opressões diárias. Perguntei a ela sobre diversos aspectos de sua vida, desde sonhos a namoros.


essa linda foi minha guia


Ela me disse que na vila em que mora todos opinam sobre as decisões de todos e existem dois conselhos principais: o de anciãs e o de anciãos. Um jovem pode levar seus questionamentos a um dos grupos e, se esse grupo concordar, irá “defender” essa ideia perante o outro grupo. As decisões sempre devem passar por ambos. Achei muito interessante, uma vez que se deu às mulheres mais velhas a mesma contribuição dos homens, algo que jamais imaginaria.


Conversamos ainda sobre o uso do hijab. Ela me explicou que o conselho de anciãs entendeu que nem todas as moças precisavam usar e que seria uma decisão pessoal, mas que ainda rola um preconceito velado contra as que escolhem não faze-lo e que se sentiria desconfortável com essa escolha, pois os hijabs a fazem sentir mais completa.


Sobre as oportunidades de educação, aí o buraco é mais embaixo e os resquícios de uma cultura machista continuam a assombrar essas meninas. Ela me disse que tem vontade de ser médica, mas que não foi autorizada por não ser “profissão de mulher”, mesmo tendo recebido uma bolsa de estudos na Itália (Gente! Lembram que eu disse que ela tem 15 anos, né? A menina é um gênio). Uma das anciãs queria levar o caso dela ao conselho, mas ela disse que não tinha muitas esperanças. Torço desde então para que ela tenha conseguido.




Depois do almoço fomos conhecer a cidade vizinha: Cesareia. Cesareia é uma cidade em ruínas que ganhou esse nome do Imperador romano Cesar, é de grande importância para história da humanidade e tem um significado religioso ainda maior para os cristãos, pois foi lá que Paulo se converteu.


O lugar é incrivelmente lindo, pois é um misto de ruínas com o mar ao fundo. Isso sem contar, o tamanho das construções, principalmente o teatro e o aqueduto, o que mostra a megalomania do Imperador Cesar.




Para quem curte um passeio histórico, vale muito a pena. É a única cidade de Israel administrada por uma companhia privada, portanto, rola o pagamento de ingressos, mas o preço é bem razoável (10 shekels/reais) e você ainda ganha um mapinha para não se perder por lá.


Como eu disse, lá é cercado de mar, mas atenção, é terminantemente proibido nadar!




Saindo de Cesareia nos acomodamos no nosso mais novo hotel no bairro de Netanya, bem próximo de Tel Aviv, pois iríamos para uma boate em Tel Aviv naquela noite ainda.


AS FOTOS DA FESTA FICARAM ÓTIMAS.JPEG


E acho que isso define bem o que foi essa nossa "balada, né? Muita dança, muitos risos e quase nenhuma foto foi o que sobrou daquela noite.


Sobre o hotel o que posso dizer é: as camas eram confortáveis e tinha um lounge bem legal onde ficamos tocando violão a tardinha, mas o chuveiro era bem fraquinho e o ar demorou para aliviar o calor de Israel. Você pode dar uma olhada clicando aqui: NETANYA.


Bom, pessoal, a intenção inicial era falar de todos os dias nesse post de hoje, mas como já está ficando muito grande, me despeço e semana que vem volto contando do Mar Morto, Jerusalém e do nascer do sol mais sensacional que já vi em toda minha breve existência.


Espero vocês. Beijos






 
 
 

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