Redescobrindo minha cidade - Centro do Rio #1
- Dec 3, 2017
- 3 min read
Olá migas e migos, tudo bom?
Hoje o MVS começa uma nova série de posts chamada Redescobrindo minha cidade, que no caso é o Rio de Janeiro mesmo porque a gente mora aqui (rs). Tem tempo que eu (Gabi) e Lari decidimos que essa série faria parte do blog e seria uma incrível oportunidade de redescobrir esse lugar que a gente transita no dia-a-dia e por vezes esquece de olhar pros detalhes. A gente viaja para descobrir outros lugares e sair do meio comum, se renovar e entrar em contato com o diferente, e principalmente pra se redescobrir (eu me sinto assim toda vez que conheço um lugar novo), então porque não ter essa experiência dentro da própria cidade, olhando de novo para os lugares já conhecidos e descobrindo outros, vamos mudar a perspectiva!

Essa semana, a equipe MVS queria um post feminista/empoderador, muito porque a Lari apresentou sua monografia na Pós-Graduação da Escola de Magistratura do Rio de Janeiro, que tem como temática Criminologia, Feminismo e Crimes Sexuais: a vítima e o réu no processo penal (essa menina me enche de orgulho, uma salva de palmas para essa mulher incrível que faz parte da redação do blog!!!). Mas também porque a gente tava sentindo falta de falar do assunto aqui nas postagens. Na reflexão e busca de uma tema, eu dei de cara com um post sobre a minha cidade, bem no Centro dela.
O Centro do Rio de Janeiro é um dos meus lugares favoritos na cidade, ele fervilha de gente e coisas acontecendo todo dia, por isso esse é o #1 dessa série, porque eu tenho certeza que terão outros falando sobre essa região.

Eu fiz uma visita de rotina ao dentista com a minha mãe, que ama quando saímos só nós duas, mas essas saídas tem sido pouco frequentes ultimamente, e essa é a primeira menção de mulheres incríveis que eu me deparei nesse dia, minha mãe. Saindo da dentista, livre de tártaros e cáries, paramos na Livraria Leonardo Da Vinci, que fica no subsolo do prédio da dentista, um lugar aconchegante e cheio de livros incríveis a serem descobertos, no momento rolava uma reunião do Clube de leitura da livraria, o lugar vale a visita!
Para o almoço paramos restaurante em um restaurante indiano vegetariano chamado Veggie Govinda, que fica numa Rua Rodrigo Silva, meio escondidinho do caos do Centro, mas é fácil de achar pelo perfume de incenso e pétalas de rosas pela entrada. O ambiente é como uma viagem para outro país, o cheiro dos temperos é delicioso, e por 35 golpinhos você faz uma refeição com entrada, duas opções de prato principal e sobremesa, acompanhada de suco. A comida estava deliciosa e os chás no fim do almoço foram essenciais para que eu saísse muito satisfeita. A melhor surpresa foi perceber que toda a equipe do restaurante era composta por mulheres, da gerente às cozinheiras, segunda menção honrosa do dia.
Na volta pra casa, dentro do trem, nossa conversa foi interrompida por dois meninos que vieram recitar poesia para os passageiros, eu que já nem gosto de RAP e poesia larguei o crochê e ouvi com atenção, no fim quase levantei para bater palmas, mas fui impedida pelo discurso de justificativa do slam dentro da composição: um dos participantes do coletivo NósdaRUA foi classificado para a batalha nacional de Slam Poetry (é como uma rinha de MC, mas sem o beat ou qualquer música de fundo), e eles estão arrecadando uma grana para que possam participar na competição, e quem sabe conseguir ir pra França competir na internacional, e advinha, o participante classificado é uma mina.
Nesse momento eu percebi que esse dia tinha sido feito para cutucar por dentro. Em todos os lugares que passei, da dentista à lojinha de cosméticos, eu fui cercada por mulheres trabalhando e fazendo sua parte nessa sociedade, cada uma delas buscando seu lugar, eu tava rodeada de minas fazendo suas histórias e conquistando seus espaços, eu só ainda não tinha me dado conta da extensão de nós, da minha casa ao resto da cidade.
Até a próxima!







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