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Miga, viajamos: Festival de Forró em Aldeia Velha

  • Aug 27, 2017
  • 4 min read

Ano passado, durante o inverno e época de Festas Juninas, Eu, Lari e Nathália (uma amiga que ama viajar tanto quanto eu e Lari) fomos ao 6º Festival de Forró de Aldeia Velha.

O evento acontece quase todo ano durante o feriado de Corpus Cristi. Em 2016 não foi diferente: foram 4 dias de forró, acampamento, catuaba e cachoeira, e é isso que eu vou contar um pouquinho aqui pra vocês.


O Festival aconteceu no Recanto D’Aldeia, um local para eventos com área de camping. Eu sempre acampei com meus pais na infância e também com meu grupamento escoteiro, a Nath também já tinha acampado outras vezes, mas essa foi a primeira vez que a Lari acampou, na vida! História engraçada: Eu levo minha mala de ferramentas em viagens desse tipo (sim, eu tenho uma mala de ferramentas), para firmar o toldo da barraca no chão usamos meu martelo, e aqui está um registro desse momento em que revezamos o martelo, e pessoas passavam olhando como se nunca antes na história da humanidade uma mina tivesse segurado um martelo.




Vamos às informações para a viagem acontecer:


Acomodações: Nós levamos uma barraca de camping da Nathália para 6 pessoas, levamos 2 colchões infláveis para casal, mas no fim das contas só usamos um. A área de camping era do outro lado da rua da área de eventos e do lado do estacionamento e rio que passa pela propriedade. O banheiro era comunitário, tanto os chuveiros (dos quais só 1 era quente e tava sempre com fila) quanto os sanitários (que no caso era um ônibus banheiro). Tinha também o rio que dava pra tomar banho e escovar os dentes, mas a água era congelante. A área de eventos disponibilizou um fogão também comunitário e pia para lavar louças, mas tinha uma lanchonete com café da manhã, almoço e jantar que ficava aberta 24h.

Nós compramos o segundo lote do evento, que custou 150 reais os 4 dias com camping incluso.


Alimentação: Essa foi uma viagem de baixo orçamento, por isso nós planejamos fazer e levar nossa comida para gastar o mínimo com alimentação. Usamos uma bolsa térmica para armazenar coisas de geladeira como queijo, requeijão e ovos, mas como era inverno e fazia menos de 15 ºC a noite, nós deixávamos a bolsa térmica do lado de fora aberta durante a madrugada, e fechávamos durante o dia, funcionou muito bem. Compramos no mercado a típica comida de acampamento modo sobrevivência: macarrão (comum e instantâneo), atum enlatado, molho de tomate, ovo, pão, frios, biscoito, chá, biz e chocolate. Em uma noite jantamos na lanchonete, mas a maioria das refeições foram com esses ingredientes. Na volta para casa almoçamos comida de verdade em uma das paradas da estrada. Sobrevivemos. Gastamos por volta de 150 reais cada uma no total.




Transporte: Fomos no meu carro, um Celta 2011 com GNV, dividimos o combustível e pedágios do trecho Rio - Aldeia Velha (147km e por volta de 2h e meia de viagem). Na época, gastamos em torno de 120 reais para cada uma de nós.

Existia também a opção de ir de ônibus e van que uma galera alugou para ir de algumas localidades do Rio, mas o preço sairia quase igual ao que gastamos de carro, que foi muito mais cômodo. O camping era um pouco longe da cidade para ir a pé, estar de carro nesse momento foi essencial.

#miganãoviaja Por boa parte do trajeto usamos o GPS, mas quando saímos da estrada principal perdemos o sinal. A organização do evento já tinha informado que o sinal de celular era bem ruim, por isso anotamos o trajeto antes de sair e perguntamos sempre que necessário. Nesses tempos de tecnologia, as vezes ficamos na mão por falta de sinal do celular, vale a pena ter o trajeto anotado ou impresso e estudar muito bem o caminho a ser feito, principalmente para um destino novo.




Bagagem: Cada uma de nós tinha direito a levar uma mala pequena ou mochila, porque o carro foi lotado com equipamentos, comida e tudo que achamos necessário.

#migaviajasim De noite fazia muito frio, muito frio mesmo, a Nath levou um super casaco e ficou muito tranquila, eu e Lari apostamos na sobreposição de roupas e catuaba. No caso de pouca bagagem, eu escolheria o super casaco.


Agora vamos ao Festival! Todo dia, de manhã até a manhã seguinte, tocava forró e tinha gente dançando na pista. Foi uma das experiências mais doidas de imersão que eu já tive, e também a mais divertida.

A área do camping estava lotada de barracas e gente de todos os lugares, fizemos muitos melhores amigos que nunca mais falamos, quem nunca?

Levamos 1 garrafa de Jurupinga e 2 de catuaba, bebemos 3 garrafas de catuaba, 1 de jurupinga e muitas cervejas, voltamos com 1 garrafa de catuaba. Eu não sou boa de matemática.


Aldeia Velha tem muitas cachoeiras, a maioria paga, fomos em uma apenas que ficava bem próxima do camping no Parque Cachoeira das Andorinhas, que cobrava 10 reais a diária para visitar o parque. Era linda e valeu a pena os 10 golpinhos pagos, o Parque era muito limpo e muito bem cuidado. Tentamos ir a outra, andamos kilômetros (não é exagero) e quando chegamos na reserva ficamos com preguiça de fazer a trilha (hahahah bem a nossa cara), a caminhada até lá com uma galera de Espírito Santos que conhecemos no evento foi a diversão, na volta paramos num riacho, e tudo bem, vida que segue.


a trilha


#miganãoviaja Muito importante: o local do Festival era afastado da cidade e com luzes apenas em alguns lugares específicos, e apesar de ter segurança na entrada, combinamos de nenhuma de nós andar sozinha, principalmente durante a noite e voltando para nossa barraca, que ficava sempre trancada. Não sejamos neuróticas, mas segurança em primeiro lugar.

Não preciso nem dizer que dançamos muito forró e viramos quase todas as noites, voltamos para casa acabadas mas valeu cada segundo.



 
 
 

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